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Al Ain busca empate após levar 3 a 0 e avança nos pênaltis na abertura do Mundial

FOTO: AFP / Giuseppe CACACE

Al Ain busca empate após levar 3 a 0 e avança nos pênaltis na abertura do Mundial

Goleiro Khalid Eisa foi o herói da classificação do Al Ain ao defender duas cobranças

Informações compartilhadas Superesportes

O Al Ain enfrentou bem mais dificuldades do que se previa contra um rival modesto, mas está classificado para a próxima fase do Mundial de Clubes, nos Emirados Árabes Unidos. Representante do país-sede do torneio, a equipe chegou a estar perdendo por 3 a 0 para o Team Wellington, mas conseguiu arrancar o empate por 3 a 3 e obteve a classificação na disputa de pênaltis, em que triunfou por 4 a 3, em Al Ain.

O goleiro Khalid Eisa foi o herói da classificação do Al Ain ao defender duas cobranças, de Kilkolly e Gulley. Assim, eliminou o campeão da Oceania, que fazia sua estreia em Mundiais e não conseguiu sustentar a larga vantagem, apesar da grande atuação do seu goleiro, Basalaj, nos 120 minutos do confronto.

Agora, então, o time da casa, que foi ao intervalo da partida perdendo por 3 a 0, voltará a jogar no sábado, novamente em Al Ain, em duelo com o Espérance, da Tunísia e atual campeão africano, que vai valer uma vaga nas semifinais do Mundial. E quem passar será o adversário do River Plate na busca por uma vaga na decisão. 

O JOGO

O modesto Team Wellington foi praticamente perfeito no primeiro tempo, tanto que, apesar de dominado pelo Al Ain, marcou três gols nas quatro finalizações que deu. E o primeiro deles foi um golaço, aos 11 minutos, quando Barcia chutou forte de longe e a bola entrou no ângulo direito da meta defendida por Khalid Eisa. 

Naquele momento, o Al Ain já dominava a partida, mas desperdiçava chances, sendo que o brasileiro Caio participava da criação de várias delas. Enquanto isso, o Team Wellington aproveitava as suas e fez o segundo gol aos 15. A equipe neozelandesa trocou passes pelo meio e Clapham surgiu cara a cara com o goleiro adversário, tocando para as redes. 

O Al Ain chegou a marcar aos 28 minutos, com Caio, mas até nisso o Team Wellington teve sorte, pois o lance foi anulado após consulta ao VAR, por falta em Clapham na origem da jogada. E o dia encantado da equipe se ampliou aos 44 minutos, com o seu terceiro gol, dessa vez após cobrança de escanteio, com Cameron desviando na primeira trave para Ilich, sozinho, empurrar para as redes. 

Parecia tudo perfeito para o Team Wellington, mas aí a equipe - e, especialmente, Cameron - cometeu erro grosseiro na defesa. O japonês Shiotani, então, aproveitou e chutou cruzado, aos 45, marcando para o Al Ain e diminuindo a desvantagem da equipe. E o time renasceu de vez na partida aos quatro da etapa final ao marcar o seu segundo gol, dessa vez com Doumbia, que completou para as redes um cruzamento de Caio. 

A expectativa de sufoco e virada do Al Ain a partir daí, porém, não se confirmou. Embora presente no campo de ataque, o time tinha dificuldades de criar chances claras de gol. As oportunidades, então, só apareceram no fim do segundo, quando os jogadores do Team Wellington pareciam cansados. 

Caio quase marcou aos 31 minutos, após tabelar com Diaky, mas seu chute cruzado parou na trave. Berg, quase na sequencia, perdeu oportunidade em cabeceio. Mas não desperdiçou a chance seguinte. Aos 40, Shiotani cruzou, a defesa fez o corte provisório, mas Diaky ajeitou de cabeça para o sueco, que girou e bateu de voleio. A bola desviou antes de entrar na meta da equipe da Nova Zelândia. 

A definição da partida, assim, seguiu para a prorrogação. E o cenário de superioridade do Al Ain se repetiu, a ponto de o time ter quase marcado no minuto inicial, novamente com Berg, após tabela com Caio, mas com a finalização do sueco sendo parada pelo goleiro Basalaj, um dos destaques do jogo. 

Mas o Team Wellington foi resistindo e, ainda que levando sustos e tendo Mohamed Abdulrahman expulso nos instantes finais, conseguiu levar o confronto para os pênaltis, depois de 120 minutos com 42 finalizações, sendo 28 do Al Ain. Na última delas, Basalaj voltou a aparecer bem, evitando o gol de Diaky. 

Na disputa de pênaltis, Diaky, Husssein Elshahat, Shiotani e Caio converteram para o Al Ain, enquanto Berg chutou para fora. No Team Wellington, Allen, Ilich e Watson tiveram êxito em seus chutes, mas Kilkolly e Gulley pararam em Khalid Eisa, que, assim, garantiu a passagem do time da casa para a próxima fase do Mundial. 

AL AIN 3 x 3 TEAM WELLINGTON (4 x 3 nos pênaltis)

AL AIN - Khalid Eisa; Mohamed Ahmad, Ismail Ahmed, Mohanad Salem (Al Ahbabi) e Shiotani; Mohamed Abdulrahman, Ahmed Barman (Rayan), Doumbia (Diaky), Caio e Husssein Elshahat; Jamal Maroof (Berg). Técnico: Zoran Mamic. 

TEAM WELLINGTON - Basalaj; Gulley, Hilliar e Schrijvers; Ilich, Cameron (Molloy, depois Allen), Barcia e Sinclair (Kilkolly); Clapham (Hailemariam), Bevin e Watson. Técnico: Jose Figueira. 

GOLS - Barcia, aos 11, Clapham, aos 15, Ilich, aos 44, e Shiotani, aos 45 minutos do primeiro tempo. Doumbia, aos quatro, e Berg, aos 40 minutos do segundo tempo. 

ÁRBITRO - Ryuji Sato (Japão). 

CARTÕES AMARELOS - Mohanad Salem, Doumbia e Barcia. 

CARTÃO VERMELHO - Mohamed Abdulrahman.

RENDA E PÚBLICO - Não disponíveis. 

LOCAL - Estádio Hazza bin Zayed, em Al Ain (Emirados Árabes Unidos).

FONTE: Superesportes / Estadão Conteúdo
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