Ouça agora na Rádio

N Notícia

Mundial de Ginástica tem volta de Simone Biles e chance de pódio para o Brasil

FOTO: Tim Bradbury/AFP

Mundial de Ginástica tem volta de Simone Biles e chance de pódio para o Brasil

Arthur Zanetti, Arthur Nory e Flávia Saraiva são esperanças brasileiras

Informações compartilhadas Superesportes

Esta quinta-feira vai marcar o começo da caminhada olímpica dos ginastas rumo a Tóquio-2020. Até 3 de novembro, a cidade de Doha, no Catar, recebe o Mundial de Ginástica Artística. O Brasil, representado por grandes nomes como Arthur Zanetti, Arthur Nory e Flavia Saraiva, tem boas chances de subir ao pódio no evento deste ano.

Além deles, outro nome que promete chamar atenção dos espectadores é o de Simone Biles. A norte-americana de 1,45 metros de altura acumula 14 medalhas conquistadas em campeonatos mundiais. Aos 19 anos, a ginasta dividiu os holofotes na Olimpíada do Rio de Janeiro com nomes como Usain Bolt e Michael Phelps ao subir no pódio cinco vezes durante o evento - quatro delas no lugar mais alto.

Mesmo depois de um período sabático de 15 meses, a ginasta de 21 anos volta a competir e chega como favorita. Biles mostra que, diferente da maioria dos atletas, a pausa no esporte não acarretou em uma queda de aproveitamento. "Meu ano de folga realmente me ajudou a crescer como pessoa. Agora estou mais autoconfiante tanto mentalmente quanto fisicamente", afirma.

No início de outubro, Biles realizou um feito jamais conseguido por nenhuma outra mulher: completou o Cheng, manobra em homenagem ao ginasta chinês Cheng Fei, primeiro a realizá-la na prova de salto, em 2005. Para se ter ideia do que esperar, vale reforçar que a acrobacia inclui um giro e meio, mas ela foi além e fez dois giros.

"Faz menos de um ano que voltei a treinar e aqui estou, rumo ao meu quarto Mundial... Isso é uma loucura!", disse a ginastas, nas redes sociais.

Brasileiros

A prova de trave, na qual a norte-americana ficou com o bronze em 2016, deve contar com um reforço brasileiro de peso tentando alcançar o pódio: Flavia Saraiva tem a sexta melhor nota do ano na modalidade - ela foi a quinta colocada na Rio-2016: 14,667. No solo, a ginasta tem a sétima melhor nota, com 14,233.

Junto com Anna Júlia Reis, Jade Barbosa, Lorrane Oliveira, Rebeca Andrade e Thaís Fidélis, as brasileiras buscam um objetivo conjunto: a disputa por equipes. Em Doha, as três seleções mais bem colocadas garantem uma vaga direta para Tóquio-2020, tanto no masculino quanto no feminino.

A melhor posição do Brasil na prova por equipes foi o 6º lugar tanto no Mundial de 2014 quanto nos Jogos do Rio. Terminar a competição entre os 24 mais bem colocados é fundamental para se classificar para o Mundial de 2019, quando outras nove vagas por equipes vão estar em jogo.

Do lado dos meninos, são dois os destaques. Arthur Nory, medalhista de bronze no solo na Rio-2016 e quarto colocado na barra no Mundial de 2015, vai fazer todos os aparelhos, menos a argola que é a grande esperança de Arthur Zanetti. O veterano de 28 anos tem em sua bagagem um ouro e uma prata em Olimpíada além de outras três medalhas em Mundiais.

Além de sua experiência, Zanetti pode ter ao seu lado uma vantagem em sua melhor modalidade, as argolas: Eleftherios Petrounias, seu maior rival, vai disputar a competição lesionado. Vencedor do ouro na última Olimpíada, o grego está com uma cirurgia marcada para 5 de novembro, três dias depois da final das argolas, para corrigir ruptura parcial do tendão de seu ombro esquerdo.

Os dois medalhistas olímpicos brasileiros irão se apresentar ao lado de Caio Souza, finalista no individual no Mundial do ano passado, Francisco Barretto, quinto colocado na barra fixa na Olimpíada do Rio, Lucas Bitencourt e do novato Leonardo de Souza. No quesito equipes, o objetivo é permanecer no Top 8 do mundo - fato que já consegue há quatro anos.

FONTE: Super Esportes / Estadão Conteúdo
Link Notícia

Leia também